A FIFA, nada preocupada, sabendo que pode descartar Natal em qualquer tempo, sem maiores explicações, pois é portadora de um Termo de Compromisso assinado por nossos governantes, submisso e humilhante, declinando de nossa soberania em troca de um lugar no banquete dos europeus. O povo não sabe disso.
Essa leviandade pode nos levar a ficar de tanga, sem lenço nem documento, sem Machadão, sem Machadinho, sem Arena das Dunas, sem Copa, sem “legado”, com uma baita dívida, e ainda, com cara de palhaços.
Essa PPP é um grande negócio para o Parceiro Privado, que vai ganhar muito com dinheiro do BNDES, tendo o Estado como fiador. Quer dizer, se o parceiro não pagar, o fiador paga através de um Fundo Garantidor que vale muito mais do que sua “avaliação” e do que o próprio empréstimo (alguém vai se locupletar com isso).
Do mesmo modo, o uso e exploração comercial da pretendida Arena das Dunas concedida ao Parceiro Privado poderá ser um fracasso, pois a SECOPA já admitiu publicamente que o futebol não lhe dará sustentação. Porém, se não for possível trazer para Natal uma Lady Gaga, uma Madonna ou uma Amy Winehouse, um Barcelona ou a Copa da UEFA, teoricamente, o Parceiro Privado não terá prejuízo, pois um Fundo Garantidor lhe dará cobertura, por mais de trinta anos.
Não entendo por que não divulgam o nome desses consórcios. Eles existem ,sim, estão entrando em todas com bastante apetite. Já têm suas propostas prontas há muito tempo, pois a coisa cheira a “combinemos”.
Se um consórcio de empresas de grande porte não consegue tecnicamente elaborar um orçamento em 45 dias, levando-se em conta que a “generosa” legislação vigente permite licitações de obras públicas orçadas sobre Projetos Básicos e não sobre Projetos Executivos, facilitando os famigerados aditivos superfaturados, indutores da corrupção generalizada neste paraíso dos mensalões, foliadutos, copadutos, propinas na cueca e coisas semelhantes, deve haver alguma muganga.
É verdade que o plano “A”, aquele mega projeto imobiliário anunciado no começo, abortado por interferência do Ministério Público e de alguns segmentos importantes da sociedade, reduziu o tamanho do “pacote” e arrefeceu o ímpeto dos investidores, mas, mesmo assim, ainda é um bom “negócio”, deixando, porém, um risco para o empresário ao assumir o compromisso de manutenção da coisa, sem receita, por mais de trinta anos, tendo por garantia apenas uma contrapartida duvidosa e um fiador que é mudado a cada quatro anos.
Assim, o “único prazo cumprido” até hoje foi a brutalidade da demolição da creche para fingir aos parceiros da CBF/FIFA o inicio de obras, deixando muitas crianças ao desabrigo, verdadeiro crime de lesa pátria. Esse adiamento, portanto, é mais um blefe nesse universo de mentiras e de propaganda enganosa, por isso,acredito que “alguém” vai se interessar.
Está mais parecido com uma estratégia para empurrar o “abacaxi” para o próximo governo, que ficará sujeito à chantagem da chave de roda “ou copa ou morte”, que apequenou os legislativos do Município e do Estado no receio de serem acusados pela “morte” da cidade, fazendo-os descumprir o importante preceito constitucional de seus mandatos na defesa do patrimônio público.
Sem dúvida, a parte sadia e sensata da sociedade repudia essa esdrúxula idéia de demolir todo um patrimônio público de valor imaterial incalculável, e de valor pecuniário em torno de R$ 2 bilhões, e em seu lugar assumir um débito de R$ 420 milhões, para um evento de curta duração, sob promessa de um “legado” de desenvolvimento, que o mundo inteiro sabe que na Copa da África do Sul foi um fiasco e só deu lucro à FIFA e seus apaniguados. Os paspalhos de lá foram também anestesiados pela propaganda enganosa.
Parece que querem meter essa saia justa na futura Governadora, que, sabendo da situação caótica em que se encontra o Estado, e pela sua própria experiência bem sucedida de gestora pública, por certo não cairá nesse “Canto das Sereias”, e certamente encontrará uma solução sensata para manter Natal na Copa, salvo se o propalado “convite” da CBF/FIFA também tenha sido parte da farsa .
Basta que determine a mudança desse modelo escorchante e perverso de PPP, e a execução do “Elefante Branco” em terreno do próprio Estado no prolongamento da Av.Prudente de Morais (Av. Omar O’Grady) ou ainda, em qualquer município da região metropolitana de Natal que tenha fácil acesso às BR 101 e 304, evitando o gargalo do Machadão e respectivo impacto e degradação ambiental, principalmente impedindo a extinção do futebol do Estado, que, em última análise, é a alegria do povo pobre.
O Machadão pode não servir para o luxo exigido pelos europeus ricos, mas vem servindo há quase quarenta anos ao futebol local e ao campeonato brasileiro com passado reconhecidamente glorioso, para nossas modestas condições.
Falta uma consulta aos cidadãos e uma reflexão honesta sobre a relação custo/benefício entre aplicar quase meio bilhão de reais numa arena para dois ou três jogos provavelmente de menor expressão ouinvestir em saúde pública, educação, segurança, saneamento, etc.
Pergunta importante, todo esse “legado” prometido vem a fundo perdido ou é emprestado? Se o governo federal está emprestando dinheiro ao FMI, perdoando os seus devedores, está até querendo investir no turismo de Cuba, será que não poderia nos custear uma bolsa-Copa?
O Estado de São Paulo até hoje se nega a gastar dinheiro público da forma irresponsável como quer a FIFA. Quero ver se vai ficar fora da Copa.
Louve-se a preocupação dos Tribunais de Contas, do Ministério Público, da imprensa e do segmento mais esclarecido da população em todo o pais no acompanhamento das ações referentes a essa copa, sobretudo tentando evitar a repetição dos erros e desmandos dos jogos olímpicos de 2007.
Aqui em Natal, recomenda-se à população que procure conhecer a Ação Civil Pública de nº 001.09.030713-6 impetrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, através do GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL PARA ACOMPANHAMENTO DAS ATIVIDADES RELATIVAS À COPA 2014 – GAEP COPA 2014, ora tramitando na 3ª Vara da Fazenda Pública, cuja peça vestibular não deixa nenhuma dúvida sobre as ilegalidades cometidas desde o início desse misterioso processo, bem como é importante que o povo tome conhecimento do Inquérito Civil n° 019/2009 da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, no sentido de apurar os graves problemas ambientais decorrentes desse projeto naquele local inadequado.
Essas ações são instrumentos de defesa que poderão evitar o grotesco vandalismo que os governos estadual e municipal atuais pretendem perpetrar irresponsavelmente contra o patrimônio público.
Moacyr Gomes da Costa - Arquiteto
Fundo garantidor da PPP
Moacyr Gomes da Costa
Simplesmente lamentável a pretensa audiência pública de hoje na Assembléia Estadual, vendedores de geladeira a esquimós, travestidos de secretários, pregando as mesmas mentiras, querendo arrancar dos deputados um cheque sem fundo nesse negócio enrolado de fundo garantidor de PPP, depois de passar facilmente, como era esperado, pela comissão de Justiça.
O moço do Ministério dos Esportes disse que o legado só virá se houver arena, mas não soube responder aonde vão arranjar receita para sustentá-la, conforme oportuna pergunta do Deputado José Dias. O outro, da Secopa, disse que seria multiuso, isto é, além de ABC, America, Alecrim, Baraúnas, etc., deu a entender que podia-se contar talvez com Barcelona, Real Madrid, etc., fora shows internacionais, recepções, casamentos,batizado
Povo, mesmo, não tinha quase ninguém. Parece que todos capitularam diante da força esmagadora do "rolo compressor" FIFA/CBF.
O legado virá na “ marra” como foi na Copa da Africa? Era visível o constrangimento dos participantes da pantomima.
As poucas perguntas que ocorreram tiveram respostas evasivas, o presidente da FNF, principal responsável por nosso futebol, protestou contra o menosprezo dos gestores públicos à sua instituição, até porque, dias atrás, a Prefeitura, por maioria dos “seus” vereadores, doou ilegalmente e irresponsavelmente todo o patrimônio do Machadão ao Estado, para que o mesmo o repasse para investidores privados, de graça, sem ouvir sequer a opinião da FNF, que foi a verdadeira doadora daquele patrimônio à Prefeitura.
A professora Nadja Cardoso protestou contra a demolição do Machadão e equipamentos vizinhos, alegando racionalmente que seria ganho de tempo e custos construir a nova arena em qualquer outro lugar, ficando o patrimônio com 2 estádios ao invés de apenas um, mas o arguto demolidor replicou que a reforma do Machadão seria impossível, que tinha deficiências de toda espécie, inclusive falta de estacionamento, deslavada mentira, pois ele sabe muito bem, tanto quanto os senhores Gustavo Carvalho, Wagner Araujo, Adalberto Pessoa, Ney Dias, Carlos Eduardo Alves, Carlos Eduardo Câmara e a Sra Magnólia Figueiredo, que o estudo apresentado à CBF e discutido exaustivamente com a comissão da FIFA, atendia a todos os requisitos exigidos no caderno das especificações, e, enquanto ao meu lado ele participava da sabatina, tudo indica, estava contratando, a peso de ouro, sem licitação, uma empresa de contadores públicos e não de engenheiros ou economistas, que, afinal, foi quem decidiu demolir o Machadão exigindo que fizessem um outro estádio no mesmo lugar, alegando o arquiteto contratado o critério de "amor à primeira vista" para escolha do local .
Quem quiser, tente adivinhar o QI (Quem indicou?) da referida empresa. Enquanto isso, todos sumiram rapidamente.
Vitória da chantagem
Moacyr Gomes da Costa – Arquiteto
Dunga53 @blogdobarbosa Por favor, a FJA já deu algum encaminhamento ao pedido de tombamento do Machadão?
blogdobarbosa @Dunga53 Amigo, acho que vc já falou com Gilson sobre isso. É a pessoa certa pra vc perguntar.
Dunga53 @blogdobarbosa Amigo, a resposta que tive foi a de que o presidente ainda não recebera o pedido. A ASCOM/FJA não pode informar a respeito?
blogdobarbosa @Dunga53 Não. Como disse, a melhor pessoa para reponder isso é o chefe de Gabinete.
Dunga53 @blogdobarbosa Vôtis, Barbosa. A ASCOM/FJA só serve pra fazer/remeter release? Não pode dar uma informação jornalística a quem precisa?
- Há mais de um mês, protocolei pedido de tombamento do Machadão na FJA. Alguém sabe que encaminhamento foi dado ao processo?
Dunga53 @blogdobarbosa Desculpe, Barbosa: o assunto tombamento é funcional e não jurídico ainda. E compete à ASCOM/FJA prestar infos jornalísticas.
blogdobarbosa @Dunga53 Como já disse, quem pode lhe informar sobre isso é o chefe de Gabinete, Gilson, que vc conhece.
Arena das Dunas: o estrondoso silêncio dos que podem fiscalizar e intervir
Leonardo Sodréhttp://leonardosodr e.blogspot. com/2010/06/ arena-das- dunas-o- estrondoso-silencio .html
Soa estranhamente o silêncio das autoridades que podem fiscalizar a tremenda trapalhada financeira dos governos que administram a possibilidade de Natal ser subsede da Copa do Mundo de 2014, refém de um custo astronômico para realização de dois ou três jogos de futebol.
Por que tanta resistência? Por que querem gastar duplamente?
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1. tenho acompanhado todas as postagens e discussões com natural (para mim, é) indignação. não me pronuncio, pois tudo é muito bem colocado e não vejo graça em chover no molhado.

_______________________ Em cada 100 anos se perde a referência de uma geração
Natal explode
Em edifícios que vão se esticando aos céus
rasgado pelo vento que joga sua poeira no universo, em nome de um
progresso.
Deixando no solo um suspiro para a última saudade dos que viveram
e ou conheceram sua história.
edificam-se prédios em lugar de casas, assentam-se placas douradas
como nas catacumbas e mausoléus
com nome de ex-proprietários, como se fossem epitáfios ... aqui jaz ...
uma saudade.
E Natal ficando sem prédios históricos,
sem casas centenárias, sem patrimônio cultural.
cadê os casarões centenários, cadê?
cadê nossa história de 400 anos? cadê?
somente a Fortaleza dos Reis Magos segura o cetro
de mais de 400 anos.
As demais tombam com o muro de Berlim.
A casa de pedra, o centro cearense, a casa redonda de maria boa na
praia do meio e tantas outras boas casas que tombaram, assim como o CASTELÃO vai tombar ?
Salve Dunga,
Salve o MONUMENTO DO FUTEBOL POTIGUAR.
Leide Câmara
05 de junho de 2010
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Caro Eduardo:
Recebi e gostei muito de suas mensagens de ontem. Seria ótimo se fossem publicadas. Achei muito útil e esclarecedora a entrevista na TV Câmara. Gostaria de conseguir uma cópia, para divulgá-la o máximo possivel.
Agnelo Alves vem publicando uma matéria aos domingos sobre a história do Machadão. Hoje já saiu o 2º capitulo. Se você não estiver acompanhando me avise que lhe mandarei depois. Estou anexando o recorte da crônica de João Saldanha no "O Globo" do Rio de Janeiro, quando aqui esteve cobrindo jogos da mini-copa do mundo, ocasião em que afirmava que em sua opinião o nosso estádio era o mais bonito do Brasil. Como foi de autoria de arquiteto daqui, e sem qualquer recompensa pecuniária, ao invés do tombamento que os povos civilizados outorgam a suas manifestações culturais e históricas, está na iminência de ser brutalmente tombado pelas marretas dos selvagens que dominam nosso povo ingênuo.
Estou mandando esta mensagem para muitas pessoas, das quais, significativa maioria, tenho certeza, repudia tamanha estupidez e seus objetivos sabidamente suspeitos.
Aproveito a oportunidade para lhe sugerir, na sua qualidade de comunicador, que procure saber a opinião dos arquitetos/urbanistas, tradicionais e reconhecidos defensores da preservção do patrimônio da cidade.
Abraço do amigo Moacyr
Vergonha e indignação Petit das Virgens
No Rabo Solto, página do Facebook de Lola
A negociata é a seguinte: o governo do Estado encomendou um projeto virtual da Arena das Dunas a uma firma internacional indicada por Ricardo Teixeira, com a garantia de que, em troca, Natal sediaria a copa 2014. Valor já pago: 3,6milhões de reais. Foi feita uma campanha publicitária para ter apoio popular.
Os investidores executores internacionais ficariam com toda área por trinta anos. Demoliriam Machadão, Machadinho, Centro Administrativo, papódromo e kartódromo. Em troca, construiriam a Arena e dois prédios administrativos que seriam alugados ao governo e prefeitura por 30 anos.
Com a crise imobiliária, os investidores sumiram. O governo Lula anunciou que bancaria tudo com dinheiro público. O arquiteto Moacyr Gomes, que fez o Machadão, tem um projeto paralelo de reforma que atende às exigências da FIFA e custa cerca de cem milhões de reais, mas, por motivos obscuros, o governo não o quer.
Só a demolição custa quase isso. Há poucos dias, vieram uns fiscais da FIFA para ver as obras. Na verdade, a demolição de uma escola infantil no local. Isso mesmo que você leu: foi demolida uma escola/creche com 300 alunos e custou 300 mil sem licitação.
Eduardo Alexandre entrou com um processo de tombamento na FJA, mas o governo já mandou engavetar.
Ontem, o governo e a prefeitura de São Paulo deram o bom exemplo: anunciou que não gastarão um centavo do dinheiro público com construção de estádios. A previsão, aqui em Natal, são de gastos acima de um bilhão de reais. Só a Arena, vai custar 500 milhões. Enquanto isso, a população de Natal agoniza nas macas nos corredores do Walfredo Gurgel, depois de ser assaltada constantemente por bandidos que, por sua vez, não têm escola como alternativa de vida.
O Hospital Infantil Varela Santiago está ameaçado de fechar, sobrevive à custa de doações e campanhas. Nossa carga tributária é uma das maiores do mundo.Tudo isso será uma grande roubalheira.
Uma vergonha! Como natalense e brasileiro, estou indignado.
JARDIM DE PEDRA
Para o grego Tamuz, a escrita é a única arma da memória. E ele fez a profecia três milênios antes de Jesus Cristo nascer, segundo os testemunhos. Três mil, mais 2010, são 5.010 anos de sapiência. Na cultura de qualquer lugar, o passado e os seus protagonistas são motivadores de perpetuação.
Em Natal, a mídia destacou, sob forte teor performático, o início das obras da Copa 2014 com a demolição da Creche Kátia Fagundes Garcia, no Centro Administrativo.
Quem foi Kátia Garcia? que entrou sem querer no jogo ainda não jogado, da construção do Estádio Arena das Dunas, onde serão disputadas as partidas aqui, garantidas por todos os entendidos de futebol e dos seus(interessantes) labirintos.
Os tratores postos no Centro Administrativo com a velocidade de um Neymar, podem ter passado por cima do cimento e da cal da creche. Sobre quem lhe deu o nome, num exercício cruelmente irônico, não será preciso.
Kátia Garcia, assassinada aos 42 anos em 1988, numa briga de trânsito, era uma economista sem a visão fria e impessoal dos números. Para ela, gente era gente. Pós-Graduada na Fundação Getúlio Vargas(SP) e com experiência no Banco Mundial, foi uma formuladora ousada.
Autora da idéia de se criar em Natal o Programa do Leite, lançado em 1986, no primeiro dia da administração do prefeito Garibaldi Alves Filho, de quem foi secretária de Planejamento. Leite, criança e creche, há coerência.
Mergulhou nas questões agrícolas, tendo ao lado o marido Roosevelt Garcia, um técnico tão competente que alia o conhecimento pragmático a um texto de qualidade superior. Dos dois, nasceu Renato Garcia, precocemente brilhante.
Kátia Garcia, filha do tabelião Armando Fagundes, lúcido aos 91 anos, comandando seu cartório próximo à Prefeitura de Natal. Com Armando e Renato, assisti a reinauguração da Creche Kátia Garcia, quatro anos atrás.
Natal precisa ser menos fria com os seus predecessores. Por trás de cada monumento, há um sentimento humano.
Uma terra de tanto sol e calor não pode, em nome do que seja, se transformar, de repente, em um Jardim de Pedras.
Do Blog de Leonardo Sodré: http://bit.ly/beKdXb Do Jornal de Roberto Guedes
"O jornalista Eduardo Alexandre Garcia, autor do requerimento solicitando à Fundação José Augusto o tombamento do estádio municipal João Machado, que protocolou no último dia 28, está ultimando com advogados uma ação de obrigação de fazer contra o presidente do órgão, o engenheiro agrônomo, escritor, jornalista e poeta Crispiniano Neto".
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Comentário do advogado Kelps Lima no Facebook
"Sou a favor da construção de um novo estádio. O tempo para discutir o local já se venceu. Se abrirmos brecha para essa discussão poderemos perder a Copa. Seria uma perda incalculável para nossa cidade. De saída teríamos menos 2 bilhões para investimento até 2014".
De goela abaixo
Eduardo Alexandre
"O tempo para discutir o local já se venceu. Se abrirmos brecha para essa discussão poderemos perder a Copa."
Kelps Lima, no http://leonardosodre.blogspot.com/
Foi como apoplético que o natalense recebeu a notícia de que iria sub-sediar jogos da Copa 2014. Tudo chegou de repente e com essa chantagem: se vacilar em qualquer item que não concordem, perdem a oportunidade de Natal ter a Copa.
E a FIFA chegou com um projeto de Arena linda para Natal. E mais: todo o nosso parque público/administrati
Um técnico teria sobrevoado a cidade e escolhido: o lugar ideal é aquele! E apontou para a área onde temos os nossos Machadão, Machadinho, Centro Administrativo, creche e Papódromo, afora o sonho de um Observatório Espacial.
Prédios imensos para a burocracia estadual e municipal. Estádio e ginásio de encantar a vista de todos. E dinheiro fácil para se transformar Natal, de vez, na Natalópolis dos sonhos futuro-progressista
Uma só implicação: tudo o que há ali, teria de ir ao chão, ser demolido, para dar lugar ao mega projeto das mil e uma noites vindo dos States, tudo primeiro-mundistame
Quem era doido de não querer Natal na Copa Brazil/2014? Ninguém. Ninguém era doido de dizer que não queria estar na Natal da Copa 2014.
Era como se soltassem uma manada de meninos numa agigantada maquete erguida a chocolate. Todos se lambuzaram.
Um ou outro alérgico a chocolate tentava uma opção gustativa: será que não tem um pudim? Um bolinho de milho? Um alfinim?
No que era logo admoestado: Cala-te! Quiere que percamos todos a nossa gostosa comilança?
Discussão nenhuma houve sobre o assunto. Foi assim, veio assim e pronto. Era assim. Tinha de ser assim.
Discutir o quê, por quê? Havíamos ganho uma loteria mundial. O nosso sonho de terra do turismo finalmente decolaria ao cosmos. Seríamos a Natal Intergalática! Maravilhosa e leal.
Uma só implicação: destruir todo aquele patrimônio já incorporado à paisagem da cidade.
Noutro local não poderia ser. Não seríamos loucos de contrariar os homens da FIFA que nos chantageavam com argumentação tão convincente, com projeto tão belo e de tão fácil consecução: assinar uns papeizinhos de compromisso e dizer que sim, pode botar tudo abaixo que tem nada, não: vocês vão mesmo contruir tudo em dobro e em triplo depois... Pois, sim.
Não vou aqui discutir a chantagem do argumento de Kelps; não o valor do patrimônio; não o valor cifrado em $s como os de suas palavras; nem o valor histórico de um patrimônio já incorporado à imagem própria da cidade, com seu valor arquitetônico único, com seu apelo histórico/sentimenta
Dizer que a cidade discutiu o assunto é falaciar o debate. É usar de um argumento de chantagem já usada para tentar fazer calar os que se opõem à isana tentativa de destruição de um bem público, de todos, como dita e grifa a propaganda governamental.
O projeto virtual que chegou a todos com obrigação de acatamento, chegou como comida de peru de Natal, de goela abaixo, empurrada e, para o peru, com fim trágico, o que espero não aconteça a nossa história.
Triste
Deputado conclama o povo para destruir um bem público
Parnamirim Notícias (capa), 31 de maio de 2010 Machadão, o "poema de concreto armado", aniversaria 38 Anos
Completa 38 anos de existência.
Esse poderá ser o último aniversário do Machadão, que está seriamente ameaçado de ser demolido para a construção do Estádio Arena das Dunas, que sediará alguns jogos da Copa do Mundo de 2014.
O Machadão foi inaugurado no dia 4 de junho de 2972, quando era governador Cortez Pereira e prefeito de Natal Jorge Ivan Cascudo Rodrigues.
Projetado pelo arquiteto Moacyr Gomes da Costa, o Machadão é considerado um dos mais belos estádios do Brasil.
É tanto que foi chamado de “um poema de concreto armado” pelo comentarista esportivo e ex-técnico da selebração brasileira João Saldanha.
Inicialmente foi batizado com o nome de Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco e conhecido simplesmente como Castelão.
Somente em 1989 teve seu nome alterado para Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, passando a ser chamado de Machadão, em homenagem ao ex-presidente da Federação Norte-riograndense de Futebol.
Embora esteja marcado para ser demolido pelos “inteligentes” do Governo do Estado e da Prefeitura de Natal, o Machadão vem tendo sua permanência defendida por um grupo de pessoas que resiste à idéia de transformar o nosso “poema de concreto” em pó.
Parabéns ao Machadão e a todos os que são contrários a sua demolição.
Eu também sou contra à derrubada do Machadão por considerar um crime contra o patrimônio público, cultural e arquitetônico do Rio Grande do Norte.
O Machadão vive os seus últimos dias. Coitado do RN
Isso é verdade e ninguém discute. Agora, além de pagar esse preço, ainda ser obrigada (e aceitar) a se desfazer de uma parte do pouco que conseguiu construir ao longo de sua história é outra coisa: Ou burrice ou irresponsabilidade.
É incrível e suspeita a postura das autoridades do Governo do RN e da Prefeitura de Natal em dois momentos desse debate: Primeiro, quando escondem do CREA-RN o projeto do estádio que prometem construir; e, segundo, quando tentam justificar o seu instinto demolidor, assegurando que sem a demolição do Machadão, "adeus" Copa de 2014.
Postura incrível e suspeita, mas, pelo menos pra mim, não surpreendente. Infelizmente, quando se trata da gerência da coisa pública, os nossos representantes não estão nem aí pra saber quanto custa, nem quanto tempo levará para ser feito.
O incrível é constatar e testemunhar o surgimento de vozes, respeitáveis e conceituadas, vindo a público defender a teoria do fato consumado, sob a alegação de que o tempo do debate já passou.
Com relação à demolição do Machadão, colocando de lado o zelo (pra mim obrigatório) pelo patrimônio público, eu até admitiria aceita-la se comprovada, efetivamente, a sua necessidade, mas só depois que o outro estádio estiver pronto.
Pois, além de criminosa, sob o ponto de vista da destruição de um patrimônio público, considero a demolição uma temeridade, uma vez que a construção do novo estádio, que já vai começar atrasada, não tem nenhuma garantia de que será concluída e, principalmente, em tempo de sediar os jogos.
Temeridade por que? Temeridade porque, até hoje, na história do Rio Grande do Norte não houve uma única obra, por menor que seja, que tenha terminado no tempo inicialmente previsto.
Eu tenho dezenas de pequenos exemplos: A ponte, o aeroporto de São Gonçalo, as quatro UPAS que prometeram colocar em funcionamento em Natal até agosto do ano passado, etc. Mas, vou citar só um: minúsculo, em comparação com a grandiosidade da chamada "Arena das Dunas".
No ano passado, a Prefeitura de Natal fechou para reformas o Centro Odontológico Morton Mariz prometendo reabri-lo em dois ou três meses. Está completando um ano e nada.
revistacatorze. com.br
Carlos Eduardo: “sou contra a demolição do Machadão”
Ex-prefeito lembrou que foi em sua gestão que Natal se lançou candidata à cidade-sede para Copa 2014 e que projeto inicial previa readequação do estádio.
O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, comentou que foi durante a sua gestão que Natal se lançou como candidata a cidade-sede para a Copa 2014. Ele destacou ainda que é contra a derrubada do Machadão e que projeto inicial previa a readequação do estádio.“Eu mesmo estive na CBF e questionei se era válido um projeto de reestruturação de um estádio para a Copa e eles me deram vários exemplos que sim. Com isso, conversei com o arquiteto Moacir Gomes, criador do Machadão, e pedi que ele apresentasse o projeto de reforma”, destaca.
Carlos Eduardo citou, inclusive, uma viagem que fez a Barcelona, onde conheceu o estádio reformado que recebeu a final da Copa de 1986. “Eu conheci aquele projeto muito bonito, localizado no meio da cidade, e fiquei com ele na cabeça”.
A partir daí, o ex-prefeito destaca que o arquiteto Moacir Gomes apresentou o novo projeto para o Machadão e o levou até a Confederação Brasileira de Futebol.
“Eles aceitaram o projeto e disseram que Natal estaria na briga. Contudo, quando foi agora em janeiro e fevereiro apareceram com esse projeto Arena das Dunas, que para mim não ficou claro de como será. Portanto, eu sou contra a demolição do Machadão”, ressalta.
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| Os elefantes brancos Ailton Salviano, concluinte de Jornalismo (UFRN) | ||
Para quem defende ardorosamente a demolição do Machadão e a construção em seu lugar da Arena das Dunas, é recomendável tirar lições do que acontece com os estádios de futebol construídos em Portugal para sediar a Eurocopa de 2004. Os cinco estádios públicos edificados(o Machadão não será construído, e sim demolido para ser edificado outro... Já seria um elefante branco?) para aquela competição transformaram-se em crônicos problemas financeiros para os seus gestores. Os gastos com suas manutenções tornaram-se tão elevados ( o custo de manutenção do novo estádio será menor, pois o concreto do ATUAL Machadão está em constante processo de corrosão) que surgiu a absurda idéia de suas demolições. A euforia portuguesa de sediar a Eurocopa atropelou a exigência de projetos que contemplassem a manutenção dos estádios pós-competição. O orgulho lusitano e o desejo de tornar-se campeão europeu de seleções conceberam o problema. A seleção portuguesa, treinada por Felipão, perdeu o título na final para o time grego e hoje, o que se percebe são prefeituras endividadas e obrigadas a manter verdadeiros elefantes brancos sem qualquer utilidade. Entre amortizações de empréstimos e gastos com manutenções dos estádios, as limitadas prefeituras de cidades portuguesas desembolsam grandes fortunas anualmente. Segundo reportagem do jornalista Hugo Daniel Sousa veiculada neste domingo, 7 de fevereiro de 2010, as seis prefeituras que construíram estádios gastam anualmente 19,9 milhões de euros e com uma forte tendência de aumentar por conta do aumento das taxas de juros. Os problemas com esses estádios portugueses são os mais diversos. Na cidade de Leiria, por exemplo, lamenta-se que a obra foi construída numa área nobre da cidade (semelhante à Natal !sic!!!?) (o Machadão não será construído, e sim demolido para ser edificado outro ele já está localizado numa área nobre) ocupando um terreno que não dá mais espaço para outras benfeitorias urbanas. Noutro extremo, as populações de Aveiro e Braga reclamam porque os estádios foram erguidos fora do perímetro urbano da cidade. Enquanto moradores do Algarve lastimam não ter nenhuma equipe na Primeira Divisão (também nosso caso). Não adianta dizer que aqui em Natal, o futuro estádio será passado para a iniciativa privada. Isto é simplesmente transferir o problema. Com os nossos times disputando os últimos lugares na "série B" do campeonato brasileiro, vai ser difícil atrair torcedores para grandes jogos. Os otimistas hão de dizer: o estádio poderá ser utilizado para shows musicais. Boa saída, mas será que a economia da cidade suporta esses shows semanalmente? A China, sede dos Jogos Olímpicos de 2008, está conseguindo manter o seu formoso estádio, popularmente conhecido como o "Ninho de Pássaro", onde foram gastos 500 milhões de dólares, cobrando a visita diária aos turistas. Todos querem ver a pista onde o corredor jamaicano Usain Bolt bateu dois recordes mundiais. Curiosidade esta que poderá desaparecer após a próxima olimpíada. Na Inglaterra, atualmente sede do futebol mais caro do mundo, a empresa Wembley National Stadium Ltd. sofre para manter o novo Estádio de Wembley. Obrigada a desembolsar anualmente 30 milhões de euros somente em juros, a gestora de Wembley tem apelado para os grandes jogos de qualificação do English Team e outros eventos como partidas de futebol americano e concertos de famosas bandas internacionais. Um consenso internacional está se formando com base na afirmação de Zhang Hengli, vice-gerente do consórcio, responsável pela administração do Ninho de Pássaro chinês: "A maioria dos estádios do mundo administrados com métodos normais não consegue dar lucro". Daí a expressão "Elefante Branco", algo grande, bonito mas, sem utilidade e que só dá despesa! |
Deputado defende reforma do Machadão para evitar desperdício de R$ 18 milhões
Crédito: Eduardo Felipe
A demolição do Estádio Machadão, Ginásio Machadinho, Centro Administrativo e Papódromo para dar lugar ao Complexo Esportivo "Arena das Dunas" para sediar em Natal a Copa do Mundo de 2014 está suscitando discussões contraditórias e dividindo a classe política. Vários parlamentares norte-rio-grandenses declararam-se favoráveis a realização do maior evento esportivo do mundo em Natal, mas discordam da demolição do estádio. O deputado Àlvaro Dias, líder do PDT no Estado e ex-presidente da Assembleia Legislativa disse na manhã de hoje não entender como é que queiram demolir uma obra nas dimensões do Machadão depois de realizar uma reforma onde foram gastos R$ 18 milhões. Ele lembra também, a própria reforma da sede da governadoria concluída recentemente e que custou mais de R$ 1 milhão.
No entendimento do deputado Álvaro Dias, o Estádio Machadão devia ser reformado e adaptado para sediar os jogos da Copa do Mundo. "Não vejo necessidade de demolição. Acredito que o mais racional seria a elaboração de um projeto de adaptação e modernização do estádio para evitar que se perca tantos recursos públicos empregados naquela monumental obra", disse Álvaro Dias, lembrando que o dinheiro que será gasto no novo projeto deveria ser destinado para setores como saúde, educação e segurança, por exemplo.
Quem também se pronunciou contra a demolição do Machadão foi o deputado Getúlio Rêgo. Ele disse não entender a decisão e questiona o desperdício de dinheiro com o trabalho de remoção dos entulhos "Os gastos para isso serão vultosos", afirmou o deputado do DEM, mostrando-se favorável a realização dos jogos em Natal, e a construção do complexo esportivo em outro local.
Matéria de o Novo Jornal, 01/06/2010
O DUNGA QUE NÃO APITA
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Matéria de o Novo Jornal, 29/05/2010
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